terça-feira, 23 de agosto de 2011

Samsung Galaxy 5 com CyanogenMod Android GingerBread


[ Últimos arquivos disponibilizados pela equipe MADTeam (21/08/2011) ]
Se quiser acompanhar as atualizações siga o fórum da MadTeam: [Clique aqui] 
ClockWorkMod: v0.5 (21/08/2011)
CyanogenMod: 7.1 (RC1) v1.2 (21/08/2011)
Último HotFix: (Nenhum)
Último pacote de aplicativos Google:  MadTeam – (20110613) / Opicional - (20110729)
BaseBrand: I5500BVJJP7 (Brasil) / I5500LUYJPE (America Latina, USA, México, etc – Recomendado por MadTeam)

[ Sumário do artigo ]
1 – Baixando os arquivos necessários
2 – ClockWorkMod
2.1 – Instalação
2.2 – Atualização
3 – Particionando o cartão SD
4 – CyanogenMod
4.1 – Instalação
4.2 – Atualização
5 – Opções de configurações iniciais
6 – HotFix
7 – BaseBrand (Em construção…)
8 – Problemas & Soluções
9 – Downloads de aplicativos
10 – Fontes de pesquisa

[ Atenção! ]
http://felipearon.nethttp://www.madteam.co Felipe Aron e Fandroid nos isentamos de qualquer responsabilidade quanto a possíveis danos causados a qualquer aparelho Smartphone mal atualizado por não ter seguido o tutorial corretamente. Siga calmamente o passo-a-passo e terá sucesso!
[ Importante ]
Tenha o programa Kies instalado em seu computador! Ele instala os drivers necessários para o reconhecimento do Galaxy 5 (denominado aqui como G5) pelo Odin no qual será usado para instalar oClockWorkMod (Também conhecido como CWM) no seu smartphone ou instalar outra ROM sem suporte CWM.
Caso ainda não tenha instalado, faça o download através desse link: [Download Kies] 

Faça backup de tudo que achar importante para evitar perdas indesejáveis, inclusive seus contatos. Aconselho a sincronizar suas informações com sua conta google!

Verifique se a bateria do seu aparelho está carregada antes de iniciar o processo de atualização. Tal processo consome boa porcentagem de energia e caso seu G5 “morra” no meio da “transfusão”, saiba que ele tem poucas chances de ressuscitar em suas mãos – a não ser é claro que você tenha conhecimento técnico.

Depois de atualizar seu G5, você precisará de Internet para instalar alguns aplicativos e sincronizar sua conta Google. Caso não possua Internet wi-fi, recomendo deixar o chip da operadora no smart para utilizar o 3G/2G para tal fim. O processo de sincronização da conta Google será a primeira coisa a ser feita após executar pela primeira vez o aparelho atualizado.

[ Aviso ]
Tenha muita atenção e paciência ao seguir o tutorial. Antes de iniciar qualquer passo, leia-o antes para ter certeza do que fazer. Seguindo os passos calmamente as chances de algo dar errado será remota.

[ 1 - Baixando os arquivos necessários ]
A) Crie uma pasta chamada “Galaxy5″ no C:\ do seu computador e baixe os seguintes arquivos:
Programa Odin versão 4.28: [Download aqui] 
Europa-v1.0.ops: [Download aqui] 

Após todos os downloads, sua pasta conterá os seguintes arquivos: EUROPA_v1.0.ops e Odin Multi Downloader v4.28.exe.

B) Dentro da pasta “Galaxy5″ crie uma nova pasta chamada “CWM”. Caso você ainda não tenha o ClockWorkMod instalado baixe o pacote de instalação, caso contrário baixe o pacote de atualização:
ClockWorkMod versão 0.5: Instalação - [Download aqui]  / Atualização – [Download aqui] 

Após todos os downloads, sua pasta conterá os seguintes arquivos: ClockworkMod-Galaxy5-v0.5.tar (não extraia nada) ou ClockworkMod-Galaxy5-v0.5.zip.

C) Dentro da pasta “Galaxy5″ crie uma nova pasta chamada “Update”. Baixe a última versão do CyanogenMod. Em seguida baixe o pacote de aplicativos Google – Existe a última versão (20110729)encontrada na Internet onde possui o novo Market, porém a equipe MadTeam usa a versão (20110613). As duas funcionam normalmente, ficando ao seu critério qual baixar:
CyanogenMod 7.1 (RC1) v1.2: [Download aqui] 

Pacote de aplicativos Google: (20110729) [Download aqui]  ou [Download aqui]  / (20110613) [Download aqui] 
Após todos os downloads, sua pasta conterá os seguintes arquivos (não extraia nada): update-cm-7.1.0-RC1-MADTEAM-v1.2-signed.zip e gapps-gb-20110729-signed.zip.

D) Ainda para essa pasta “Update” baixe o HotFix atual (Caso exista). Lembrando que HotFix são acumulativos – necessitando apenas baixar a última versão e não todas as anteriores:
HotFix: (Nenhum)

E) Dentro da pasta “Galaxy5″ crie uma nova pasta chamada “BaseBrand”. Toda a comunicação do aparelho celular é feita a partir de frequências de Rádio. A ROM instalada utiliza desse recurso para fazer com que os dispositivos (Wifi, 3G, EDGE, etc) funcionem corretamente, principalmente a comunicação com a operadora (Claro, Oi, TIM, Vivo, etc)  - portanto dependendo da sua localização global (região) seja necessário fazer uma atualização desse recurso, ou seja, de sua BaseBrand.
Para nós brasileiros, existe uma BaseBrand testada e disponibilizada – JP7 (Brasil) porém a equipe MadTeam sugere o uso da JPE (Latino Americano) mas vale lembrar que o pessoal é dos EUA (Creio que seja por isso a sugestão). Fique a vontade para baixar qual quiser, inclusive podendo fazer seus próprios testes instalando uma e depois outra.
BaseBrand: I5500BVJJP7 [Download aqui]  / I5500LUYJPE [Download aqui] 
Após todos os downloads, sua pasta Update conterá os seguintes arquivos (caso o arquivo esteja em formato ZIP, extraia-o pois o mesmo tem que estar com extensão TAR): AMSS-I5500BVJJP7.tar e/ou AMSS-I5500LUYJPE.tar.

No final a estrutura de diretórios ficará da seguinte forma:
- C:\Galaxy5 [Raiz]
– CWM (C:\Galaxy5\CWM)
– Update (C:\Galaxy5\Update)
– BaseBrand (C:\Galaxy5\BaseBrand)

[ 2 - ClockWorkMod ]
Também conhecido como “ClockWork” ou “CWM” – é um suporte de recuperação personalizado para smartphones e tablets Android que lhe permite executar várias operações avançadas de recuperação, restauração, instalação e manutenção no seu dispositivo que não são possíveis com o suporte de recuperação comum, com isso, após sua instalação, o uso do programa “Odin” não será mais necessário para instalar novas ROM’s.

[ 2.1 - Instalando o ClockWorkMod ]
Atenção! O arquivo para INSTALAÇÃO é de extensão TAR.
Recomendado para aqueles que ainda não possui o ClockWorkMod instalado no aparelho. Caso já possua vá para o item 2.2!

A) Desligue o G5 e o coloque em modo Downloading.
Mantenha pressionado o botão de seleção central e o botão de volume para baixar (-) e ligue o aparelho.
B) Conecte seu G5 no computador através do cabo usb, abra o programa Odin versão 4.28 e verifique se o mesmo encontrou seu aparelho (o 1º quadrado superior esquerdo ficará colorido).
- Clique no botão “OPS” e selecione o arquivo baixado EUROPA_v1.0.ops.
- Marque as opções “One Package”, “Auto Reboot” e “Protect OPS”.
- Clique no botão “One Package” e selecione o arquivo ClockworkMod-Galaxy5-v0.5.tar, clique no botão “Start”.

C) Após reiniciar seu G5, você entrará na tela do ClockWorkMod. Não saia dessa tela, mantenha seu G5 conectado no computador via cabo usb e siga o tutorial.

[ 2.2 - Atualizando o ClockWorkMod ]
Atenção! O arquivo para ATUALIZAÇÃO é de extensão ZIP.
Caso já tenha o ClockWorkMod instalado, você pode estar atualizando-o ao invés de fazer uma nova instalação.

A) Entre no modo de Recuperação – Com o aparelho ligado, mantenha pressionado o botão “Desligar”. Irá aparecer um menu com várias opções – selecione: Reiniciar -> Recuperação.

B) Faça a cópia do arquivo de atualização para seu SDCard – Já em modo de recuperação (ClockWorkMod):
- Selecione a opção “mounts and storage” em seguida “mount USB storage” – Isso irá montar a partição do seu SDCard no computador
- Pelo Windows Explorer, selecione a partição de seu SDCard, crie uma pasta chamada “upload” (caso ainda não exista) e copie o arquivo “ClockworkMod-Galaxy5-v0.5.zip” para dentro dela.
- Depois de copiado o arquivo para dentro do SDCard, no aparelho – selecione a opção “Unmount

C) Atualize o CWM
- Volte para o menu principal do ClockWorkMod e selecione a opção “install zip from sdcard” -> “choose zip from sdcard” -> “update” (pasta criada) -> ”ClockworkMod-Galaxy5-v0.5.zip” -> “Yes – Install…”

D) Reinicie o aparelho
- Volte para o menu principal do ClockWorkMod e selecione a opção: “reboot now”. Com isso o CWM está atualizado! Esse processo é totalmente importante – não o pule!
Observação: Caso prossiga com a instalação/atualização da ROM CyanogenMod, coloque o aparelho novamente em modo de recuperação.

[ 3 - Particionando o Cartão SD ]
Ao final do particionamento, você terá seu cartão dividido em: Ext, Swap e FAT32. Entenda o que significa e para que serve cada uma dessas partições:
[EXT]
Partição extendida que pode servir como um adendo ao espaço físico do seu G5. Atualmente seu G5 possui em torno de 180Mb de espaço interno e habilitando a partição EXT, o espaço total será: 180Mb + EXT definido por você.
[SWAP]
Espaço criado para servir como memória virtual de apoio a memória do aparelho. Ela funciona como um adendo a memória do seu G5 – usando e alocando recursos nesse espaço criado em seu cartão.
Geralmente, em Linux é aconselhado a criar essa partição com o dobro da memória física – que em nosso caso o G5 possui em torno de 124Mb então iriamos criar uma partição com 256mb.  Honestamente acho muito para um smartphone, sendo que um limíte de 128Mb já é muito mais que o suficiente (Depende da versão ROM utilizada – a versão 1.2 não faz uso de swap).
ATENÇÃO! Muito cuidado ao utilizar memória Swap! Ela fará uso da leitura constante do seu cartão, e caso essa leitura não seja rápida (geralmente cartões genéricos ou de classe baixa) ao invés de te ajudar irá comprometer o desempenho do seu G5. Outro detalhe é que por por estar usando seu SDCard, qualquer remoção do cartão sem o desligamento correto do aparelho pode comprometer sua instalação Android e principalmente – danificar seu SDCard onde na pior dos problemas deverá ser substituido!
O SDCard possui categorias demoninada de CLASSE. Essa classe diz qual a taxa de transferência de leitura/escrita por segundo. Quanto maior sua classe, mais velocidade e desempenho o cartão terá. Exemplo:
* Class 2: 2 MB/s
* Class 4: 4 MB/s
* Class 6: 6 MB/s
* Class 10: 10 MB/s
* UHS-I: 104 MB/s
[FAT32]
Espaço reservado para você alocar seus arquivos. Geralmente utilizado com um “pen-drive” – ao conectar seu G5 no computador através do cabo USB, ele monta essa partição no windows para que possamos guardar nossos arquivos.

sd-card-8gb-gparted

Vamos as instruções (Exemplo utilizando um cartão de 2Gb):
Para esse processo é necessário que você esteja em modo de recuperação. Com o aparelho ligado, mantenha pressionado o botão “Desligar”. Irá aparecer um menu com várias opções – selecione: Reiniciar -> Recuperação.

A) No menu principal do ClockWorkMod, clique em mounts and storage -> format /sdcard para limpar qualquer outro particionamento realizado anteriormente e apagar todos os dados do cartão.

B) Volte ao menu principal do ClockWorkMod, clique em Advanced -> Partition SD Card.
Escolha os valores para as seguintes partições:
Ext Size=512M  (ou mais, dependendo da capacidade do cartão).
Swap Size: 0M  (Para a versão 1.2 não será utilizada Swap).
O restante do cartão será usado como FAT32.

C) Volte à tela inicial do ClockWorkMod, clique em wipe data/factory reset -> Yes – - delete all user data.


[Atenção!]
Caso haja qualquer problema com o cartão durante os procedimentos executados dentro do CWM, clique em Advanced -> Reboot Recovery e o cartão será detectado novamente após reinicio do CWM (não do G5). Se necessário, repita os passos do particionamento.

[ 4 - CyanogenMod ]
logocyano
[LEIA COM ATENÇÃO] Sobre a instalação/atualização da versão CyanogenMod v1.2 - Essa versão retirou o aplicativo Mad2Sd e por conta disso, aqueles que ativaram esse aplicativo é OBRIGATÓRIO a desativação do mesmo. Para isso entre no aplicativo Terminal Emulator do seu Android, digite “SU” e em seguida “mad2sd off“. Só estará ativo caso você tenha habilitado manualmente – caso não saiba o que é isso desconsidere essa informação.


[ 4.1 Instalando a ROM CyanogenMod ]
Para esse processo é necessário que você esteja em modo de recuperação. Com o aparelho ligado, mantenha pressionado o botão “Desligar”. Irá aparecer um menu com várias opções – selecione: Reiniciar -> Recuperação.

A) Na tela inicial do ClockWorkMod, clique em mounts and storage -> mount usb storage.
Será disponibilizado uma unidade (D:, E:, ou outra qualquer) no computador para você acessar o SDCard:

B) Crie uma pasta chamada “update” (caso não exista) da raiz do seu SDCard
- Copie para essa pasta “update” os seguintes arquivos:
– A ROM da CyanogenMod (formato ZIP) – Exemplo: update-cm-7.1.0-RC1-MADTEAM-v1.2-signed.zip
– O pacote de aplicativos Google (formato ZIP) – Exemplo: gapps-gb-20110729-signed.zip

C) Depois de transferido, clique em Unmount. O cartão será desconectado do computador.

D) Na tela inicial do ClockWordMod, clique em install zip from sdcard -> choose zip from sdcard -> Update e instale os arquivos nessa ordem:
D.1 - update-cm-7.1.0-RC1-MADTEAM-v1.2-signed.zip
D.2 - gapps-gb-20110729-signed.zip

E) Volte à tela inicial do ClockWorkMod, clique em Advanced -> Wipe Battery Stats para recalibrar a bateria.

F) Volte à tela inicial do ClockWorkMod,, clique em reboot system now.

PRONTO!
Após o término desses passos, seu G5 será inicializado já com a nova ROM instalada!

[ 4.2 - Atualizando a ROM CyanogenMod ]
Atenção! Sempre que for atualizar uma nova versão da ROM, faz-se necessário seguir novamente as seguintes etapas, exatamente nessa ordem:
A) Siga os passos da etapa [3 - Particionando o Cartão SD]
B) Siga os passos da etapa [4.1 - Instalando a ROM CyanogenMod]

[ 5 - Opções de configurações iniciais ]
Tenha paciência com a 1ª inicialização do sistema, ela será demorada, portanto não se desespere, pois enquanto é executado as configurações iniciais, há diversos serviços trabalhando em 2º plano. Haverá algumas travadas, mas é apenas nessa 1ª inicialização.
Configurações do CyanogenMod:
- Vá em Configurações -> Conf.CyanogenMod -> Aplicação, marque Permitir mover aplicação.
- Vá em Configurações -> Conf.CyanogenMod -> Aplicação -> Local de instalação -> Cartão SD.
As mais comuns são:
- Deixar o brilho da tela no mínimo possível.
- Desligar wi-fi, gps, 3g/2g e sensores (ligar apenas quando for usar).
- Tempo limite de tela em 30 segundos, vem por padrão 1 minuto.
Se possível, desabilitar todas as vibrações, exceto a da chamada, óbvio, mas pode desabilitar a do teclado de ligações (numérico), do teclado alfanumérico (mensagens etc), do desbloqueio de tela, de atendimento e final de chamadas (não confunda com a vibração de chamada). Creio que isso já economiza muita bateria.
Outras não menos importantes:
- Vá em Configurações -> Aplicativos, marque Fontes desconhecidas.
- Vá em Contatos, pressione botão menu/opções, clique em Importar/Exportar e importe seus contatos do lugar salvo.
[Atenção!] o aplicativo ROM Manager futuramente dará suporte ao nosso G5, portanto, não tente forçar qualquer configuração dentro dele, ok?

[ 6 - HotFix ]
Enquanto a versão estável da Cyanogen não for lançada, a galera da MADTeam continuará disponibilizando os devidos hotfix para a correção do que ainda está pendente.
Lembrando que para instalar qualquer hotfix, não há necessidade de fazer wipe data/factory reset.
O hotfix é cumulativo, ou seja, basta instalar a última versão lançada e todos os bugs corrigidos anteriormente com outro hotfix serão também corrigidos, não há necessidade de instalar versões anteriores, apenas a última.

Atenção! Para esse processo é necessário que você esteja em modo de recuperação. Com o aparelho ligado, mantenha pressionado o botão “Desligar”. Irá aparecer um menu com várias opções – selecione: Reiniciar -> Recuperação.
A) Na tela inicial do ClockWorkMod, clique em mounts and storage -> mount usb storage.
Será disponibilizado uma unidade (D:, E:, ou outra qualquer) no computador para você acessar o SDCard:

B) Crie uma pasta chamada “update” (caso não exista) da raiz do seu SDCard
- Copie para essa pasta “update” o arquivo de HoxFix (formato ZIP) – Exemplo: v1.1-hotfix2.zip
C) Depois de transferido, clique em Unmount. O cartão será desconectado do computador.

D) Na tela inicial do ClockWordMod, clique em install zip from sdcard -> choose zip from sdcard -> Update e instale o arquivo HotFix (formato ZIP) transferido.

E) Volte à tela inicial do ClockWorkMod, clique em reboot system now.

[ 7 - BaseBrand ]
Em construção…

[ 8 - PROBLEMAS & Soluções ]
Problemas encontrados na versão atual presente no artigo. Lembrando que logo a equipe MadTeam irá soltar atualizações para a correção dos problemas. Alguns problemas podem ser solucionados com aplicativos disponíveis no Market.
[RadioFM] Não está funcionando ainda.
[BootLoop] (Dica enviada pelo Under) Se por acaso você atualizar seu aparelho e após reiniciar ele não sair da tela inicial (Momento em que ele está carregandoSolução: faça a atualização da sua BaseBrand . Para isso faça os seguintes passos:
- Baixe a basebrand I5500BVJJP7: [Download aqui] 
- Extraia o arquivo AMSS-I5500BVJJP7.7z para uma pasta a sua escolha
- Conecte o aparelho no computador em modo “Downloading
- Abra o programa Odin
- Selecione Europa_v1.0.ops como o arquivo OPS
- Marque “One Package”, “Auto Reboot” e “Protect OPS”
- Clique no botão “One Package” e selecione o arquivo AMSS-I5500BVJJP7.tar
- Clique em “Start” no Odin
- Aguarde a finalização e pronto!
[BootLoop - opção 2] Baixe e instale novamente o CWM.

 [ 9 - Downloads de Aplicativos ]
Área com dicas de aplicativos enviadas pelos leitores e aplicativos que ajudam no nosso dia a dia.
Se você tiver alguma dica de aplicativo envie a sua sugestão.



[App SlideIt]
Para quem sente falta do teclado swype, conheça o teclado SlideIt. Eu (Felipe Aron) fiz os testes e realmente é muito melhor que o Swipe nativo do Android, e o melhor tem suporte ao idioma Português-Brasil.
Após baixar e instalar, você pode baixar o pacote Português-Brasil, dentre outros idiomas.
O link para download é:
Dica enviada pelo leitor Rildo
[Flash Player 10.3]
Para aqueles que querem visualizar sites com imagens feito em Flash e não conseguem, podem estar baixando o plugin Flash Player 10.1 para o Android. Aconselho também baixar o borwser Dolphin encontrado no Market – ele é bem completo.
O link para download do Flash Player é:
Dica enviada pelo leitor Maurício


[MX Video Player]
A partir da versão CyanogenMod 1.0, os vídeos estão sendo salvos com extensão m4v e não mais em mp4. Com isso para rodar os vídeos gravados com seu G5, é preciso um Player que reconheça tal extensão a partir de Codec’s. O MX Video Player resolve todo esse problema, bastando baixar o aplicativo e seus Codecs. O melhor, é gratuito.
O link para download do MX Video é:
Dica enviada pelo leitor Ailton
[TuneIn Radio]
Enquanto não sai a correção do RadioFM nativo no Android, se você possui pacote de dados para Internet, então seus problemas acabaram. Com esse aplicativo é possível sintonizar milhares de radios AM/FM espalhados pelo mundo.
O link para download do TuneIn Radio é:
Dica enviada pelo leitor Antonio Carlos Costa

[ 10 - Fontes de pesquisa ]
- ClockWorkMod [Ir para o site] 
- CyanogenMod7.1 [Ir para o site] 
- Motafoca Froyo 2.0.9 ROM – ClockworkMod Edition [Ir para o site] 
- BaseBrand [Ir para o site] 
- Video explicativo de como instalar a versão Gingerbread no G5: [Ir para o site] 

O que e Governanca de TI – A Sua Origem, Historia, Conceitos e Fundamentos Basicos – Parte 1 agosto 20, 2011 por Aghatha Maxi Consulting


O QUE É GOVERNANÇA  DE TI ?

A Sua Origem, História,  Conceitos e Fundamentos Básicos – Parte 1.

O que é Governança de TI ? – A Sua Orígem,  História, Conceitos e
Fundamentos Básicos – Parte 1.

1 – Introdução, Histórico e Conceitos.

1.1 – Introdução / Histórico.
 A Governança em TI ainda é um assunto bastante controverso e pouco entendido de forma geral pelos Gestores ou “Governantes” e na maioria das vezes o assunto é abordado de forma muito ampla ou superficial e não é raro observarmos abordagens equivocadas daquilo que se julgaria ser de fato Governança e ainda o que vem a ser de fato Governança de TI.
 Com o objetivo de auxiliar os colegas e gestores das empresas que necessitam dispender algum esforço em futuro próximo em direção a Governança em suas organizações,  resolvemos escrever este artigo, compartilhando algumas experiências e conhecimentos adquiridos ao longo dos últimos oito anos de atuação neste segmento de consultoria.
 É necessário prevenir ao nosso leitor que o tema Governança de TI é bastante amplo e dependendo das condições preexistentes na organização e da abordagem utilizada para a adoção dos critérios da Governança, a missão poderá ser mais ou menos complexa e ainda irá requer mais ou menos investimento e esforço para ser de fato atingida.
 Primeiramente, é necessário entendermos a origem da “Governança” e quais são os seus reais motivos e objetivos. Explicar a as razões da Governança de TI através da sua relação com a Governança Corporativa,  embora seja a “forma acadêmica” correta, enquanto “abordagem em si”,  não é de todo suficiente para exprimir todos os objetivos a serem tratados e atingidos,  e mais ainda,  não esclarece qual deve ser o papel do “Governante”  antes, durante e depois de  obter a condição de “Governança”, principalmente quando o assunto é relacionado ao uso e gestão da tecnologia da informação.

  • O Conceito “Puro” de Governança.

O conceito “puro” de governança não nasceu em 2002, com a aprovação da Lei Sarbanes-Oxley pelo Governo Norte Americano, ou seja, não foi o congresso deste país que inventou o conceito de Governança (Há colegas que acreditam que isto seja uma verdade, e que a “culpa” destas obrigatoriedades tenha  sido originado pelos políticos norte americano, o que obviamente não é verdade). O conceito de Governança é muito antigo e tem a sua origem nas primeiras organizações politicas e democráticas  nas  cidades-estados da Grécia Antiga (500 AC a 300 AC).

O Termo  “Governança” tem origem na palavra “Governo” e representa em sua essência o “Ato de Governar”, mesmo na Grécia antiga, era exigido do “Governante” certa “conduta” durante o exercício do “poder público” e relacionado aos “Atos” praticados pelo “Governante” durante o seu “Governo”,  sendo requerida pelos “eleitores”  uma conduta baseada em “valores” tais como: “Coerência”, “Transparência”, “Responsabilidade”, “Respeito”, “Ética” em relação ao “Grupo ou coletividade” o qual o governante deveria “representar” através dos seus “atos”.
Enfim, praticar “tudo aquilo” que pudesse ser “julgado pelo bom senso de todos” como sendo um “bom governo”.

  • O Conceito “moderno” de Governança.

Nos tempos atuais, o conceito “público” de governança permanece praticamente inalterado, mudando apenas as formas adotadas pelos governantes para a identificação das “necessidades” dos seus “eleitores” ou “representados” em razão do aumento significativo da quantidade de “eleitores”, e das formas adotadas para comunicar aos mesmos os seus “valores” e o “resultado” obtido pelo seu “governo”, sendo isto denominado “transparência” das ações realizadas, e visam basicamente obter “aprovação” dos “eleitores” dos atos praticados pelo  “governante” em seu “governo”.
Na Grécia antiga, bastavam os Governantes se deslocarem até a praça central e com alguma competência em oratória, quaisquer questões existentes entre  “governo” e “eleitores” poderiam ser de pronto resolvidas.
Nos dias atuais isto se tornou uma prática impossível de ser realizada “pessoalmente”, o que justifica aos “governantes” apoiarem-se nos meios de comunicação para promover a “transparência” dos atos e fatos.

  • O Conceito “organizacional” da Governança.
 Deste ponto em diante, iniciamos o tratamento do que seja Governança no contexto anunciado como sendo o objetivo deste artigo.
    • A Governança em Empresas onde o Dono é Único
 Uma organização, durante o período de tempo onde o  “proprietário” é o gestor único do seu negócio, em tese,  não há razão para aplicação dos princípios de  Governança, pois o “Único Dono” do negócio é o seu “único governante” e “ele próprio” por suas “ações”, “omissões”, “atos de empreendedorismo”  se  “auto constituiu” no exercício desta função.
  
    • A Governança em Empresas onde há poucos Sócios / Investidores

A Partir do momento que o “único dono” recebe “sócios” ou “investidores”, surge automaticamente à necessidade de aplicar os princípios de “governança”, pois surge ai as funções de “governo”, uma vez que dentre os sócios  e investidores existentes, haverá sempre a condição de que “um” mais que os “outros”, seja denominado o “governante” da organização, ou ainda, o seu “gestor”.
Note que mesmo nesta relação, o “gestor” é “aceito” pelos demais “sócios”, materializando a  relação de “governança”, pois há um “governante” e também há  a figura dos seus “eleitores”.

Neste caso, os conceitos e atitudes requeridos historicamente aos “políticos” passam a ser  aplicáveis ao “gestor” da organização, agora não mais  se relacionando com “eleitores”, mas sim em relação aos  demais “sócios e/ou investidores” que o instituiram nesta função.
Como a dimensão do público aqui exposta ainda é reduzida (Quando há poucos Investidores),  o esforço praticado pelo “governante” é um pouco maior,  do que seria necessário ser praticado por um “governante” da Grécia antiga, ou seja, através da execução de algumas reuniões, atas, e comunicados, todas  as questões de “governança” e “transparência” dos atos praticados em  sua “gestão” podem ser dadas como “satisfeitos”.
Neste caso, as questões de “transparência” dos atos de seu “governo”  ainda podem ser “comunicadas” e “avaliadas” com a “presença” de todos os “interessados”.
Pelo menos em “tese”,  as questões de “governo” podem ser resolvidas assim,  em organizações onde há incidência de poucos “sócios” e um “gestor” principal.

    • A Governança em Empresas onde há Muitos Sócios / Investidores
A partir do momento que uma organização, inicialmente com apenas “um dono” ou com “poucos sócios” resolve  “abrir” o seu “capital”, ou seja, transforma as “cotas capitais” em “ações”, e estas por sua vez, passam a serem disponibilizadas para “negociação” junto ao mercado de capitais, estas empresas passam a ser “acometidas” em termos de “governança” pelas mesmas “dificuldades” enfrentadas  pelos “políticos modernos” em razão da grande quantidade de  “eleitores”, só que agora estes “interessados” passam a ser “todos os acionistas” da organização (Aqueles que detêm ações), no entanto, um “gestor” de uma grande corporação não tem a possibilidade de utilizar-se de um canal de TV aberto ou dos meios de comunicação em massa  para comunicar e resolver ali as suas questões de “governo” e dar conta da “transparência” de suas ações,  frente ao publico em geral, uma vez que as “organizações” possuem caráter “privado”, e estas questões só dizem a respeito apenas a uma “parcela” do publico em geral composta apenas pelos seus “investidores”.

Então o nosso leitor poderá se perguntar: Se os assuntos de “governo”  de uma organização são tratados de forma “privada” ou “reservada”. Como então estas organizações atraem novos investidores?

Em resposta a esta dúvida, há ainda que explanar sobre as questões legais, relacionadas às grandes empresas (Lei das Sociedades Anônimas), regras e atribuições impostas pelo Mercado de Capital (Novo Mercado/BOVESPA, SOX, BASEL), e cuja ênfase, estão relacionadas a estabelecer critérios e proteções para o investidor, visando  promover a sua “confiança” em relação às organizações, e este,  é o “fator determinante” que irá “atrair ou repelir” novos investidores para uma organização, ou seja, o foco passa a ser uma “questão de confiança”  e não o critério de “aceitação/aprovação” como é a dimensão enfatizada pela  “governança publica”,  tanto a antiga como na moderna.

Em razão desta “transparência” com o seu “publico investidor”,  que uma “organização de capital aberto” estabelece a sua relação de “confiança”  entre os seus “gestores” e seu “publico investidor”. Isto em essência é o que se denomina “Governança Corporativa”.

Este conceito, embora possa parecer recente, também é antigo e tem a sua origem na “Revolução Industrial”, quando as primeiras “oficinas” se transformar em  “pequenas fábricas” e estas,  após  receberem a  adesão de investidores e sócios veio a se transformar nas primeiras grandes organizações modernas, ai surgiu o conceito e a necessidade do “governante organizacional” e em sua consequência as ações de “governança”.
  
  • A Relação da Governança de TI com a Governança Corporativa.

Em meados do Século passado surge a presença da informática, e com o uso desta ferramenta, as grandes corporações elevaram a sua “capacidade” de processar grandes volumes de operações, e este aumento,  acelerou o crescimento destas empresas e aumentando mais ainda a quantidade de investidores, promovido por décadas de operações e de crescimento constante.

No entanto, como todo o remédio tem o seu efeito colateral, o advento da “informatização” e do aumento “em ordem geométrica” das operações, surge um “Risco” que não havia antes, ou seja,  a “Possibilidade” de que uma “ação isolada” de alguém, em um determinado momento, alterar o conteúdo de um “número” para “mais ou para menos”, e modificar com isto o “resultado final” de uma organização em detrimento da ocorrência de  “fatos reais”  que o justifiquem.

Este tipo de ação “fraudulenta”, uma vez de conhecida  pelo “publico” investidor, pode comprometer drasticamente a “confiabilidade”  que os investidores possuem pela empresa em questão, desvalorizando o “valor” de suas ações no mercado de capitais, e com isto,  prejudicando seriamente a todos os seus investidores.

Pois fatos desta natureza de fato ocorreram, envolvendo algumas empresas americanas entre os anos de 2001 e 2002, foram descobertos e após serem comunicados ao público daquele país, acabou por prejudicar as “economias pessoais” de uma grande quantidade de investidores americanos. Visando a proteção do mercado de capitais e de seus investidores, surgiu em Junho de 2002 a Lei Sarbanes-Oxley,  estabelecendo o “conceito” atual de “Governança Corporativa” e em consequência da participação e importância da “informática” nas operações das organizações, surge também a “Governança de TI”, visando exclusivamente estabelecer mecanismos de proteção, segurança, confiabilidade nas empresas e com isto evitar a ocorrência de fraudes, viabilizar meios para a sua identificação e com isto,  proteger o mercado investidor americano, e demais investidores que atuam naquele pais.
É um fato pouco conhecido como os legisladores americanos chegaram a este “formato” de exigências a serem satisfeitas pelas empresas. Após os escândalos financeiros de 2001/02, os legisladores perceberam que havia algumas empresas, mesmo em detrimento dos eventos  ocorridos no mercado de capitais, continuavam apresentando um alto índice de “confiança” pelos  seus “investidores”, e posteriormente,  visitando cada uma destas empresas,  notaram que elas possuíam em comum a adoção de modelos de gestão baseados em regras de “governo”, controle de condutas administrativas, contábeis e dos processos de qualidade relacionados ao uso da tecnologia e operações embasadas em  “documentos e processos formais que incluíam o uso de melhores práticas sugeridas por diversos padrões de qualidade entre eles: “ISO – International Organization for Standardization e BS- British Standards Institution ” e praticavam ainda uma relação  de “transparência” e  forma “regular” com os seus investidores.

Com base nestas constatações e na inclusão da “responsabilização criminal pela ocorrência de fraudes” a que os gestores passariam responder, foram criadas às bases dos requisitos de Governança que foram instituídos através da Lei Sarbanes-Oxley. O conteúdo da lei em si não proporciona todo o seu conteúdo, pois ela o faz com o auxilio de instruções complementares emitidas por instituições regulatórias (Self-Regulatory Organization- SRO) as quais são instituídas e apoiadas pelo Governo Americano,  tais como: PCAOB – Public  Company Accounting Oversight Board e  ISACA- Information Systems Audit and Control Association,  e que juntas deram origem a base aos requisitos daquilo que denominamos “Melhores Práticas” aplicáveis em Governança e Governança de TI respectivamente.

1.2 – O Início da Governança no Brasil

A Governança Corporativa e a Governança de TI  passam a integrar como “necessidade real” para os Gestores de TI brasileiros, somente dois anos após a aprovação da Lei Sarbanes Oxley pelo Congresso Norte Americano,  visto que nos dois primeiros anos de aplicação desta lei (2002-2003), o  foco inicial era o processos de Compliance das empresas americanas sediadas no território americano, fazendo com que a “onda de Compliance”  chegasse para valer ao Brasil apenas em meados de 2004 e que perdurou fortemente até o final de 2006 (Limite para Conclusão de Compliance SOX).
Neste período, o foco das certificações passaram a ser subsidiarias e filiais das empresas norte americanas sediadas fora do território americano e incluindo algumas poucas empresas brasileiras, que nesta mesma época,  mantinham suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Desta época aos dias de hoje, diversas empresas que inicialmente não figuravam nesta pequena e seleta lista, buscou atender aos requisitos e certificações necessárias e obtiveram  o “direito”  de incluir as suas ações na bolsa de valores norte americana.

Para quem “não é do meio”, isto pode parecer algo “sem sentido”, mas certamente o é:

Para exemplificar a mudança promovida por este “Compliance”, seria mais ou menos em “termos de comparação” a  um fornecedor que vende o seu produto apenas para um “mercado” nas proximidades da sede de sua fábrica e de uma hora para outra, passa e estender as suas vendas para uma grande rede de “supermercados” presentes em todo o país.
Este “aumento”  na presença no mercado e consequentemente do aumento do volume de vendas apresentado pelo “produto”  é comparável  ao  possível impacto causado quando uma “ação” passa a ser comercializada na bolsa de valores  Norte Americana,  e as consequências disto para a empresa são extremamente positivas, pois há um aumento sensível no volume de vendas das suas  “ações” e também do “aporte de recursos” quando este direito é alcançado.

Nesta mesma época (entre 2001/2006),  diversas bolsas de valores pelo mundo afora acabaram criando regras de proteção aos seus  mercados de acionistas, seguindo os mesmos moldes adotados pela NYSE , e no Brasil não foi diferente, e ainda em 2001, iniciamos a adoção de critérios  baseados em “Governança Corporativa”, através da adoção de regras estabelecidas pela CVM- Comissão de Valores Mobiliários e BOVESPA, onde a adesão das empresas,  continua sendo voluntária aos critérios de “Governança Corporativa”, podendo ainda receber classificações de Nível 1 e Nível 2 (Mercado Novo / Bovespa) de acordo com o seu nível de adesão.

Nos critérios de Governança Corporativa estabelecida pelo Nível 2 – Mercado Novo/BOVESPA, a Governança de TI, é tratada de forma “indireta” e através das “verificações” de auditoria aplicadas aos controles internos operacionais e financeiros  nas empresas e realizados com base e referencia as  “melhores práticas de mercado”, quando observadas pelas Auditorias, onde a  ênfase está direcionada a verificação dos riscos e efetividade dos controles internos (Quando menciona o atendimento de “conformidade”  e nos remete as  “melhores práticas de Mercado”, indiretamente nos remete  as “melhores práticas” aplicáveis a Governança de TI, e que são  estabelecidas pela SOX e regradas de acordo com os critérios de auditorias indicados pelo  ISACA e PCAOB.
Embora o nível de exigência aplicado no Brasil não seja o mesmo (é Mais flexível), os critérios de uma “forma geral” utilizados durante a “identificação” e “mitigação” dos riscos seguem a mesma lógica e práticas adotadas pela Governança de TI  norte americanos.

1.3 – Os Novos Paradigmas da Governança no Brasil

Pense um pouco comigo, e veja se o conteúdo do paragrafo a seguir representa ou não uma “realidade muito possível” a médio e longo prazo em nosso país:

No ritmo que as empresas brasileiras estão crescendo, mais dia ou em menos dia, ela penderá para a abertura do seu capital e visando disponibilizar as suas ações para ser negociada na Bolsa de Valores, isto é algo inevitável e representa a única forma de uma empresa de “médio” ou  “médio-grande” porte se capitalizar e tornar-se uma empresa de “grande-porte” em  toda a sua plenitude.

E,  mesmo que a empresa onde atuamos seja uma empresa “familiar”, mesmo para elas,  este dia vai chegar, caso isto não ocorra de fato, estas empresas estão “fadadas” a permanecerem nos patamares atuais ou crescerão em ritmo mais lento, passando a correr o risco de que em algum dia, uma empresa pertencente ao “ grupo principal” venha a lhes adquirir ou venha a ocupar a sua parcela e lugar no mercado. “Infelizmente o mundo é assim mesmo, se não avançarmos rapidamente o “leão” vem e nos consome”.
Entenderá com mais propriedade o conteúdo desta frase, aquele que em alguma vez em sua vida teve a oportunidade de realizar um “salto com paraquedas”. Não é uma decisão fácil, mas será de fato “um paraquedista”, somente aquele que, efetivamente “realizar o salto”. “Para aqueles que “não saltaram” o voo foi apenas um passeio panorâmico, com uma mochila diferente atada as costas”.

Ou Ainda, se a empresa onde atuamos já possui ações negociadas na bolsa de valores em nosso país e obteve com isto um nível de crescimento que a tornou maior do que era inicialmente, é inevitável que em algum dia estas ações passem a ser negociadas em alguma das principais bolsas de valores espalhadas pelo mundo. Esta é a única forma de uma “grande-empresa nacional” vir a tornar-se uma multinacional global e hastear a nossa bandeira em mastros espalhados mundo afora.

Nada disto é, ou poderá ser possível, sem que as questões de Governança Corporativa e as relacionadas à Governança de TI estejam resolvidas e que os controles e métodos envolvidos estejam em pleno uso e funcionamento.”

Se a base  aplicada nesta linha de raciocínio te faz algum sentido e de alguma forma,  você leitor,  concorda com estes argumentos, você está mesmo “fadado” a vir a conhecer a aprofundar-se em “assuntos” relacionados a Governança.

Vamos pensar um pouco mais adiante: Se você esta no início de sua carreira (seja ela relacionada  às ciências de tecnologia ou a administração de empresas em geral), e  pretende vir a ocupar as posições de CIO ou CEO em grandes corporações daqui a  20 ou 30 anos, este é irremediavelmente o seu caminho a ser seguido,  comece a trilha-lo ainda hoje,  ou quem ocupará  esta vaga lá no futuro,  possivelmente será algum “profissional treinee” em  fase de treinamento neste assunto nos dias atuais.
Foi com base nesta lógica e visão deste futuro que criamos o Instituto Hermann Haan e instituímos o projeto IH2, destinado a formar consultores capazes hoje, para que possam vir a se transformar em gestores capacitados e globalizados no futuro.

Mesmo tendo atuado na organização de processos e controles organizacionais e, na organização de processos relacionados a TI durante mais de 25 anos,  confesso que  no início o entendimento e aplicação destes conceitos nos foi um pouco “confuso”, pois as abordagens utilizadas pelos diversos institutos e organizações envolvidas ou inseridas no contexto da  Governança nos parecia ser desconexas e muitas vezes sem sentido, quando analisadas de forma conjunta e integradas entre si, e infelizmente posso lhes garantir que em verdade é assim mesmo. Esta primeira “impressão” causada pelos “conceitos e aplicação” de tudo aquilo que seja relacionado à “governança” aos  “leigos” promove, e acreditamos que continuará a promover durante muito tempo ainda,  muita confusão, tentativas frustradas e uma sucessão infindável de erros de aplicação e integração dos diversos conceitos e práticas envolvidas.

A bem da verdade, cada instituição promove a sua “área de foco” ou “especialidade”, e cada qual,  dentro do limite estabelecido pelo universo contido em seu “quadrado”, promovem da melhor forma possível aquela “parcela” do conjunto de “conhecimentos e práticas” daquilo que denominamos ser governança de TI.  E, o grande “segredo” de tudo isto está relacionado à adoção de modelos que possam integrar e fazer interagir as diversas áreas do conhecimento envolvidas, para que tenhamos como produto final, aquilo que se denomina “Governança Funcional de  TI”.

1.4 – Componentes Principais da Governança de TI.

Vamos inserir aqui uma figura, colocando os principais modelos e recomendações, que juntos, proporcionam um “razoável” grau de cobertura  e  maturidade  em  Governança,  para que o nosso leitor possa perceber a dimensão geral do tema em questão:
 
Embora a figura represente um “organograma”, nos aludindo certa relação de “hierarquia” e “relação de dependência” entre os diversos “modelos” e “melhores práticas”, esta alusão não é de todo correta, embora exista de fato está “relação”, ela é absolutamente relativa quando passamos do campo teórico para o campo prático das relações entre os diversos processos e disciplinas que o compõe.

1.5– Erros comuns causados pela Unitarização dos Componentes da Governança de TI

O erro mais comum aplicado no entendimento e aplicação das disciplinas contidas em cada um dos componentes listados nesta figura e muitas outras variações publicadas mundo afora, é  acreditar que colocá-las em ordem unitária em um plano de ação  (To-do-list) e priorizar uma sequencia para a sua aplicação e então adotá-las  e ainda, que ao final desta  “jornada”,  o “assunto” governança estará resolvido,  Quem pensa assim,  sugerimos repensar imediatamente os seus conceitos, pois embora esta seja uma “abordagem possível”, é também aquela que representa o principal motivo pelo qual a adoção da  “Governança” seja tão dispendiosa, traumática e tão complexa para as empresas.

Vou lhes citar um exemplo, que pode nos representar isto que lhes afirmo, em relação ao volume de investimentos e das inúmeras “rodadas” de “tentativas e erros” que são necessárias muitas vezes para adotar uma melhor prática exigida pela Governança. Vamos citar aqui apenas um,  mas que geralmente é o “mais comum” é o mais “representativo” , e é o que mais facilmente pode ser percebido e entendido.

Exemplo:

Imaginemos que a nossa empresa “fictícia”,  necessita adotar uma “Metodologia”  para manter as suas iniciativas de mudanças em “projetos” sob controle, e com isto, atender aos requisitos estabelecidos pela Governança TI em relação a mudanças e projetos.  (Veja PO10 e AI6 – COBIT 4.1).

Por cinco minutos, vamos “fazer de conta” que a figura contida no gráfico acima citado “não existe ou ainda não seja conhecido por completo”, e sendo assim, “seria razoavelmente correto” imaginar que ao contratar alguém ou você mesmo compor uma metodologia para gerir os seus projetos de “desenvolvimento de sistemas” seria o “suficiente” para considerar o assunto “Gerenciamento de Projetos e mudanças” por concluído e atendido.
Em primeira análise, esta “missão” seria uma atividade razoavelmente “simples”, bastaria alocar alguns de nossos melhores analistas de sistemas, e determinarmos a eles que definam um modelo de trabalho “metodologia” se possível obtendo um “consenso” com os demais analistas de sistemas e programadores da companhia, e era isto, Em pouco tempo, teremos um “método” em uso para promover as mudanças e os projetos de desenvolvimento de sistemas na companhia.

No entanto, se trouxermos o “conteúdo contido em nossa figura” de volta a vida, e repassar cada quadro com um pouco mais de “critério”, facilmente poderemos perceber que  um “projeto”  que se propõe a  “desenvolver ou modificar  um sistema”,  possa ter algum tipo de “relação” e poderia muito bem “causar impactos” em quase “todos”  os quadros que compõem o referido organograma contido em nossa figura.

Vamos entender alguns relacionamentos possíveis, enumerando “uma pergunta” para cada “quadro”, considerando nela algumas “possíveis relações” entre a “disciplina” descrita em cada quadro com um “projeto/atividade” que se propõe a desenvolver/modificar um novo sistema:

  • O controle de acesso a ser inserido no escopo de desenvolvimento do sistema/aplicação foi avaliado pela equipe de riscos e segurança, no momento de analisar os requisitos da nova aplicação?
  • O desenvolvimento e testes, segregação entre as funções / perfis envolvidos na operação do sistema, alçadas e controles compensatórios, conflitos de interesse entre os usuários foram considerados como requisitos no escopo da nova aplicação?
  • Os requisitos do sistema consideram somente as questões de negócio (solicitante) ou também são consideradas as questões de ordem técnicas de TI, tais como: Modelos de  arquitetura, padrões de infraestrutura e serviços de TI, padrões de analise e codificação segura de sistemas,  integrações com os demais sistemas?
  • A Infraestrutura, serviços de apoio e suporte para a nova aplicação foram avaliadas durante o levantamento dos requisitos técnicos para o novo sistema?,  há recursos de TI capazes de absorver a nova aplicação sem causar impacto nas demais existentes?
  • O método de engenharia de software contempla ações de governança em relação ao registro de requisitos, analise, construções, validações e testes,  responsabilidades pela implantação e suporte aos usuários do negócio? – Normalmente as metodologias somente atendem a este requisito.
  • O projeto possui controles que possibilitam o seu gerenciamento durante todo o seu  ciclo de vida de desenvolvimento do software? – Normalmente é construída uma MDS para tratar as questões do ciclo de vida do software  e uma  MGP  atendendo as questões relacionadas ao ciclo de vida do Gerenciamento de projetos. Nestes casos, quando o projeto “não dá certo”,  não há formas de identificar claramente onde ocorreu a falha (Eis aqui a eterna discussão entre o PMO, GP , Analista de Sistemas, Programadores e Testadores, onde cada um fez exatamente a sua “cota parte”, mas o sistema não saiu conforme o combinado.).
  • E Por último e não menos importante,  estão as questões de segurança e não vamos nos enganar acreditando que a segurança deve estar restrita apenas as questões de acesso, pois há ainda as questões de segurança física, redes, backup /restore, continuidade, contingencias, e tudo mais relacionado ao gerenciamento da segurança da informação.

E  para Concluir,  duas perguntas finais:

  • Seria sensato incluir no ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas,  “gatilhos” que pudessem atender e responder a estas questões  “durante” o ciclo de vida do projeto?

ou

  • Faria mais sentido não incluir estes “gatilhos”  no contexto da metodologia e deixar para que todas as áreas impactadas  controlem estas “integrações”  de forma paralela a Metodologia Desenvolvimento do sistema?

Quando ocorre uma resposta não adequada para estas perguntas,  verificamos posteriormente a existência de alguns possíveis “vícios”,  mesmo depois de investirmos tempo e dinheiro no desenvolvimento de  metodologias continuamos não atingindo o resultado proposto pela Governança TI e consequentemente causando impactos desastrosos na Governança Corporativa,  no que tange as questões relacionadas a “manter projetos sob controle”, e dai verificam-se situações como as abaixo relacionadas:

  • Sistemas sem controle de acessos, segregação de função, ou com controles falhos e incompletos.
  • Sistema que criam novas situações de risco para a TI e ao negócio, fraudes, erros, inconsistência de dados, apurações incorretas de valores, etc.
  • Sistemas, embora tecnicamente bem desenvolvidos, que não possuem os recursos de infraestrutura e serviços necessários para lhe oferecer o devido suporte, provocando paradas no negócio, perda performance, atrasos operacionais, incidentes recorrentes, etc.
  • Sistemas que acarretam impacto no ambiente e performance em recursos destinados a suportar outros  sistemas pré-existentes (Funcionava bem no inicio, agora demora ou perdeu a performance de uma hora para outra sem nenhuma explicação ou motivo aparente),
  • Projetos que demandam mais tempo para serem concluídos do que o inicialmente planejado, o software ficou pronto e a infraestrutura ainda não, faltam periféricos, instalações de rede até o ponto de utilização, etc.
  • Projetos que demandas mais recursos do que os inicialmente previstos,
  • Sistemas que apresentam falhas de engenharia de software ou de atendimento de escopo,  faltando ou sobrando requisitos em seu produto final,
  • Sistemas confeccionados para os usuários, mas estes,  inexplicavelmente não o utilizam ou apoiam o uso do sistema,
  • Sistemas sem documentação, sem rastreabilidade em seu processo de produção, quem mesmo foi o usuário que solicitou este sistema?
  • Sistemas que após serem concluídos, demandam novas solicitações de desenvolvimento para então integra-los aos sistemas pré-existentes,
  • E tantos outros vícios que poderiam ser aqui relacionados, cuja causa é a falta de  integração entre  a aplicação das melhores práticas com as demais melhores práticas de TI e que na grande maioria das vezes não tem nenhuma relação com aspectos de competência dos técnicos que construíram as soluções, mas sim os que definiram a amplitude dos seus métodos de trabalho (Aqui vale registrar a máxima de Albert Einstein, onde a “pergunta “certa” contém “metade” da resposta”, e a qual eu acrescentaria ainda um pequeno complemento: ”Quando a ”pergunta” ou a  ”resposta” é errada, teremos como resultado o ”dobro ou o triplo” do esforço que seria “realmente necessário” para obter a resposta “realmente certa”.)
Ai o nosso leitor poderá se perguntar, ou ainda continuar tendo dúvidas, relacionadas ao real motivo pelo qual devemos adotar “melhores práticas” em TI para o gerenciamento de projetos e mudanças e os motivos pelos quais estes métodos devem ser integrados a todos os
demais processos de TI.
A resposta é bastante “simples”,  quando inserimos a Tecnologia nas questões de governança, estamos endereçando com isto o “risco” atrelado as suas “operações” e incluindo nelas as atividades de  “desenvolvimento e manutenção” dos sistemas e consequentemente as informações que eles manipulam e armazenam (estas informações irão compor o resultado da empresa ao final do exercício contábil, e serão endereçadas e publicadas no seu Balanço).
Os fatos ocorridos em 2001/2002 ocorreram devido a “fraudes” relacionadas à “manipulação indevida” das informações das empresas.
O “ato” de “desenvolver ou modificar” sistemas esta relacionado diretamente as “informações”, seja através de “projetos ou atividades mudanças” aplicada em sistemas, e ainda, manter isto “sob controle” é um dos  “pontos chaves” da governança corporativa e Governança de TI,  pois interage diretamente na “relação” de Integridade, confiabilidade e disponibilidade das “informações”, e isto,  é à base da “confiabilidade” a que os “governantes”  devem “transparecer” para as partes  “interessadas” em seu “governo”, e, portanto, o resultado obtido pela sua gestão.
Fim Artigo.
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Fonte TI Especialista Brasil - http://goo.gl/tvqcb