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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ser Brega e Ser Feliz, por "Arnaldo Jabor"


Pessoas
*Estamos com fome de amor* O que temos visto por ai ??? Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer mas... chegam sozinhas e saem sozinhas... Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos... Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível. E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém tem dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo! Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . . Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas... Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção... Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós... Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!" Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"... Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos... Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário... 

Pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa... Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas... Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados... Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado... "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor... Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais... Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida... E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...

 Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ? Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?" Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
   O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in... Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso. Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"... Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz! Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo! Arnaldo Jabor


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

TMap Next(Test Management Approach) - Processos de Teste de Sistema e Aceite - Parte 8-2


Processo de Testes de Sistema e Aceite


Os processos de Teste de Sistema e Aceite são considerados como autônomos para serem organizados. Eles têm seus próprios planos de teste, orçamentos e freqüentemente seus próprios ambientes de teste.
Os processos de Teste de Sistema e Aceite "rodam" em paralelo ao processo de desenvolvimento de software, o qual deve ser iniciado enquanto as especificações funcionais são criadas.
O modelo de Ciclo de Vida do TMap Next é usado na criação do plano de teste e na execução  de outras atividades no processo de teste.
Um ciclo de vida de teste é necessário para estruturar várias atividades, suas ordens e dependências. O modelo de ciclo de vida é um modelo genérico e pode ser aplicado a todos os níveis e tipos de teste de teste e utilizado em paralelo com os modelos de ciclo de vida para o desenvolvimento do sistema.

Testes de Sistema e Aceite
No modelo de ciclo de vida TMap Next, as atividades de teste são divididos em sete fases: Planejamento, Configuração e Manutenção da Infra-Estrutura, Preparação, Especificação, Execução e Conclusão.


Planejamento: Na fase de planejamento, o gerente de teste formula uma abordagem coerente que é suportada pelo cliente para realizar adequadamente a tarefa de teste. As atividades executadas nesta fase criam a base para um processo de teste gerenciável e de alta qualidade. Organizações não têm dinheiro nem tempo para testar o sistema de forma completa! Por isso, a estratégia de teste, estimar e planejamento são determinados de acordo com o processo de análise de riscos(BDTM 1 - 4). Determinação das técnicas de teste utilizadas(BDTM 5). Os primeiros passos para a configuração de uma organização e infra-estrutura de testes são criados.
Controle: Na fase de controle, as atividades no plano de teste são executadas, monitoradas e ajustadas, se necessário. Fornecer ao cliente uma visão adequada e controle sobre o progresso e qualidade do processo e objeto de teste. Se necessário, o gerente de teste propõe ao cliente medidas de controle específicas de acordo com suas necessidades. O GT provê informações como demoras no desenvolvimento, grandes mudanças de escopo e ajustes de projeto. Informação é o principal produto de teste! O gerente de teste cria diferentes tipos de relatórios para os vários tipos de stakeholders, levando-se em consideração os aspectos do BDTM: resultado, risco, tempo e custo.
Configuração e Manutenção da Infra-estrutura: A fase de configuração e manutenção da infra-estrutura visa fornecer a infra-estrutura e recursos necessários de teste que são usados em várias fases do e atividades TMap. Existe uma distinção entre: ambientes(environment), ferramentas(tools) e local de trabalho(workplace). Geralmente a configuração e manutenção da infra-estrutura pertence a outra área dentro da organização e requer outros conhecimentos que testadores não possuem, porém são altamente dependentes da infra-estrutura e ambientes. Se não há ambientes, não há teste! Esta fase é realizada em paralelo com as fases de Preparação, Especificação, Execução e Conclusão.
Preparação: Ter acesso a uma base de testes de qualidade para se criar casos de teste, a qual foi acordada com o cliente do teste. Realização da revisão de testabilidade da base de teste(test basis) como forma de melhorar a qualidade e prevenir erros potencialmente caros. A equipe de desenvolvimento trabalha no sistema a partir de informações nas documentações do projeto. Tais documentações podem conter erros, causando freqüentemente altos custos de correção de trabalho. O quanto antes um erro for encontrado no processo de desenvolvimento, mais fácil(e barato) será corrigir.
Especificação: A fase de especificação elabora os testes e situações de início necessárias. A meta é preparar o maior número de testes possíveis que possam ser executados quando o desenvolvimento entregar o objeto de teste(test object). Esta fase inicia uma vez que a revisão da testabilidade foi realizada. A especificação dos testes corre em paralelo com a construção do software(Na fase Realisationdo Modelo V já apresentado).
Execução: A meta da fase de execução é ter uma visão da qualidade sobre o objeto de teste, executando-se os testes acordados. O objeto de teste é instalado no ambiente de teste. Executa-se um primeiro teste também chamado de pré-teste, para avaliar se o objeto de teste está funcionando adequadamente para um teste mais extensivo. O teste pode ser executado na forma de scripts de teste criados na fase de especificação. Os resultados de teste verificados durante a execução. As diferenças entre os resultados previstos e atuais são registrados na forma de relatórios de defeitos.
Conclusão: A abordagem por testes estruturados do TMap traz muitos benefícios na capacidade de se repetir o processo, permitindo que produtos possam ser reutilizados, acelerando assim algumas atividades. Produtos tangíveis podem ser casos de teste, ambientes e produtos intangíveis tais como experiência(avaliação do processo). O processo de teste é também avaliado nesta fase. A meta é aprender das experiências adquiridas e aplicar lições aprendidas em um novo projeto. Durante a fase de controle, o GT prepara o relatório final de testes e apresenta nesta fase.


Fase de Planejamento dos Testes de Sistema e Aceite - Meta do Planejamento
- Formular uma abordagem coerente e amplamente suportada, a qual as atribuições de teste possa ser executadas com sucesso. Uma parte importante da fase de planejamento é a criação do Plano de Teste para o propósito de informar ao cliente e stakeholders a respeito da abordagem, cronogramas, orçamentos/custos, atividades e produtos finais que serão entregues em relação ao processo de teste. Se um Plano de Teste Mestre existir, o Plano de Teste deveria ser derivado deste.


Atividades e suas Metas


  1. Estabelecer as atribuições - Um teste de sistema ou aceite começa com a formulação das atribuições de teste para que a meta, tarefas e responsabilidades do nível de teste estejam claras para todos os envolvidos;
  2. Entender as atribuições - Obter visão na organização(projeto), a meta e o propósito do processo de desenvolvimento de sistemas, o sistema e o pacote que será testado e os requisitos a serem cumpridos, para que uma melhor direção possa ser dada para outros passos no planejamento;
  3. Determinar a base de testes(test basis- a definição inequívoca da base de testes(test basis), para que seja conhecido em estágios iniciais com o que o objeto de teste será comparado;
  4. Analisar os riscos do produto - Ter os participantes e o Gerente de Teste uma perspectiva em comum sobre as partes e características do sistema baseado no nível do risco;
  5. Determinar a estratégia de testes - Decidir, baseado na visão dos níveis de riscos associados com as partes/ características do sistema, nos tipos de teste a serem usados, e na profundidade de testes para cada(combinação de) característica/parte do objeto do sistema;
  6. Estimar o esforço - Estimar o esforço para o nível de teste baseado na estratégia de teste, para que o cliente possa aceitar ou requisitar ajustes;
  7. Determinar o planejamento - Criar um planejamento o mais realístico possível para o nível de teste, para que o cliente possa ter permissão e gerenciar adequadamente. O princípio do planejamento é achar os defeitos mais significantes primeiramente(achar defeitos os quais pertencem ao escopo do nível de teste);
  8. Alocar unidades de teste e técnicas de teste - Finalizar os tipos de teste e abrangência do teste(mais profundo/mais superficial) das características/partes do objeto baseados na estratégia de testes aprovada,budget e planejamento;
  9. Definir os produtos de teste - Definir claramente os produtos de testee que serão entregues;
  10. Definir a organização - Definir os papéis, tarefas, autorizações e responsabilidades que são aplicáveis ao nível de teste;
  11. Definir a infra-estrutura - Estabelecer a infra-estrutura necessária para o processo de testes;
  12. Organizar o gerenciamento - Estabelecer uma maneira a qual o gerenciamento do processo de teste, infra-estrutura, produtos de teste e defeitos sejam organizados;
  13. Determinar os riscos do projeto de teste e contramedidas - Citar explicitamente os riscos para o nível de teste. Isto irá prover ao cliente e outros stakeholders com um melhor entendimento dos riscos para o teste e eles podem permitir isso um direcionamento no processo total;
  14. Feedback e consolidação do plano - Documentar os resultados de todas as atividades realizadas até o momento e obter a aprovação do cliente para a abordagem escolhida.

Fase de Controle dos Testes de Sistema e Aceite - Meta do Controle
- Prover ao cliente com uma visão suficiente e oportunidade para influenciar as seguintes opções: o progresso do processo de teste, a qualidade e os riscos do objeto de teste e a qualidade do processo de testes. O Gerente de Testes deve controlar e reportar o processo total de testes.
Atividades e suas Metas


  1. Gerenciamento - Gerenciar o processo de teste, os defeitos e os produtos de teste com o objetivo de prover uma visão contínua no progresso e qualidade do processo de teste e qualidade do objeto de teste;
  2. Monitoração - Monitorar o processo de teste, baseado em dados gerenciados internamente e informações externas;
  3. Reporte - Criar relatórios que provêem visão em ambas a qualidade do objeto de teste e o progresso/qualidade do progresso de teste. Estes relatórios garantirão que o cliente e outros stakeholders possam dirigir o curso do teste eficientemente;
  4. Ajuste - Ajustar o processo de teste(em consulta com o cliente quando necessário).

Fase de Configuração e Manutenção da Infra-estrutura dos Testes de Sistema e Aceite - Meta da Configuração e Manutenção da Infra-estrutura
- Prover a infra-estrutura necessária, a qual é usada nas várias fases e atividades do TMap Next.


Atividades e suas Metas


  1. Especificar infra-estrutura - Especificar a descrição da infra-estrutura necessária(à partir do MTP ou plano de teste) em um nível mais detalhado;
  2. Realizar a infra-estrutura - Realizar a infra-estrutura de acordo com a especificação detalhada à partir da atividade anterior;
  3. Especificar a entrada da infra-estrutura - Especificar o método pelo qual a entrada da infra-estrutura é realizada;
  4. Entrada da infra-estrutura - Realizar a entrada como preparado na atividade anterior;
  5. Manter a infra-estrutura - Manter a infra-estrutura(ambiente de teste, ferramentas de teste e lugares de trabalho) disponíveis para os testadores em um nível consistente de qualidade;
  6. Preservar a infra-estrutura - A meta desta atividade é a identificação, atualizar e transferir a infra-estrutura para a manutenção, de modo que possa ser usada novamente em testes futuros. Esta atividade é opcional.
Fase de Preparação dos Testes de Sistema e Aceite - Meta da Preparação
- Obter, com o acordo do cliente, uma base de teste(test basis) de qualidade suficiente para a especificação dos casos de teste. A fim de determinar isso, a revisão da testabilidade da base de teste(test basis) é realizada durante esta fase, a qual irá prover uma visão da testabilidade do sistema.
Atividades e suas Metas


1. Coletar bases de teste(test basis) - A coleta da base de teste(test basis) definitiva, e se necessária reformulada, é estabelecida em consulta com o cliente;
2. Criar checklists - As checklists são criadas, baseadas na estratégia de testes estabelecida no plano de teste, para as várias partes do objeto/características em teste. Estas checklists formam um guia na avaliação da base de teste(test basis);
3. Avaliar as bases de teste(test basis- Estabelecer a testabilidade da base de teste(test basis). Testabilidade aqui quer dizer completude, consistência, acessibilidade e tradução em casos de teste;
4. Criar o relatório de revisão da testabilidade - O relatório de revisão a testabilidade:
- Prover feedback na qualidade da base de teste(test basis) e seu impacto no programa de teste planejado;
- Discutir pontos fracos no design do sistema a tempo;
- Obter informação nos riscos do projeto.
Fase de Especificação dos Testes de Sistema e Aceite - Meta da Especificação
- Durante a fase de especificação, os testes necessários e pontos de partida(starting points) são especificados. A meta é ter o máximo possível preparado, a fim de ser capaz de rodar os testes o mais rápido possível quando os desenvolvedores entregarem o objeto de teste.


Atividades e suas Metas


  1. Criar as especificações de teste - A criação das especificações de teste por unidade;
  2. Definir pontos de partida centrais(central starting point(s)- A definição de um ou mais pontos de partida centrais(central starting point(s)) os quais os testadores podem obter dados para suas especificações de teste;
  3. Especificar a entrada do objeto de teste - A preparação da entrada do objeto de teste para que o teste possa começar o mais cedo possível após a entrega do objeto de teste.

Fase de Execução dos Testes de Sistema e Aceite - Meta da Execução
- Obter visão na qualidade do objeto de teste através da execução dos testes acordados
Atividades e suas Metas


  1. Entrada do objeto de teste - Estabelecer se as partes entregues do objeto de teste funcionam de forma que um teste adequado possa ser realizado;
  2. Preparar os pontos de partida(starting points- Preparar os pontos de partida(starting points) necessários para a execução dos teste;
  3. Executar os (re) testes - Obter os resultados do teste, com base na qual a avaliação do objeto de teste pode ser realizada;
  4. Checar e avaliar os resultados de teste - Analisar as diferenças entre os resultados de teste obtidos e os resultados previstos nos scripts de teste ou checklists.

Fase de Conclusão dos Testes de Sistema e Aceite - Meta da Conclusão
- Aprender com a experiência adquirida durante os testes e preservar o testware para reutilização em testes futuros
Atividades e suas Metas


  1. Avaliar o processo de teste - Aprender com a experiência adquirida durante os testes completados e documentar os pontos de aprendizado para os testes futuros;
  2. Preservar o testware - Selecionar e atualizar os testwares produzidos de tal forma que seu uso otimizado possa ser feito em testes futuros.

Referências e Links:
Livros utilizados para a base deste artigo e materiais de apoio
1. TMap Next, for result-driven testing
2. Software Testing: A guide to the TMap Approach
3. End-to-end testing with TMap Next   
Links
- Site TMap Nexthttp://eng.tmap.net/Home/

Fonte: Fábio Martinho campos 
http://www.testexpert.com.br/?q=node/2017

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TMap Next(Test Management Approach) - Processo Plano de Testes Mestre(MTP) - Planejamento e Controle - Parte 8-1


Introdução
O teste de software é geralmente organizado em níveis de teste, onde cada nível de teste possui metas específicas. O TMap Next distingue e estabelece os seguintes níveis de teste:

- Testes de Desenvolvimento;
- Testes de Sistemas;
- Testes de Aceite.

Os níveis de teste devem ser coordenados mutuamente e isso é feito quando criamos o Plano de Testes Mestre(ouMTP - Master Test Plan) e gerenciamos o processo total de testes.
Com relação ao MTP e os níveis de teste, é importante organizar um processo para planejamento, preparação, execução e gerenciamento das atividades.
Estes processos podem ser aplicados em um projeto de testes ou testes dentro de um departamento, por exemplo, em um teste de manutenção de uma nova release.
Veremos agora com mais profundidade as atividades de cada um dos seguintes processos mostrados abaixo:

- Plano de Testes Mestre(MTP - Master Test Plan), gerenciando o processo total de testes;
- Testes de Sistema e Aceite;
- Testes de Desenvolvimento;
- Processos de Suporte.

Por serem muito parecidos os processos de Sistema e Aceite, foi definido pelo TMap Next que eles teriam os mesmos processos. Ainda sim, eles podem ser realizados separadamente com seu próprio cronograma, orçamento, ambiente de teste, etc.
Para cada uma das atividades que serão aqui listadas dentro de cada processo, alguns atributos são essenciais para direcionar as tarefas de teste:

- Meta;
- Método de operação;
- Produtos;
- Técnicas;
- Ferramentas.

Não será o objetivo aqui detalhar cada um destes itens acima em cada um dos processos. Para isso, o livro TMap® Next for result-driven testing deverá ser consultado. Por outro lado, iremos ver cada uma das metas para todas as atividades de todos os processos do TMap Next.

Processo Plano de Testes Mestre(MTP - Master Test Plan), gerenciando o processo total de testes
O processo Plano de Testes Mestre(MTP - Master Test Plan), gerenciando o processo total de testes é dividido em duas fases: 1. Planejamento do Processo Total de Testes e 2. Controle do Processo Total de Testes.

 
1.   Fase de Planejamento do Processo Total de Testes


O autor do MTP, geralmente o Gerente de Testes, formula as atribuições levando em conta os quatro aspectos doBDTM: resultados, riscos, custo e tempo em consulta com o cliente.

Meta do Planejamento do Processo Total de Testes
Alinhar os níveis de teste, minimizar os gaps na cobertura de teste, distribuição dos recursos de teste, detectar os defeitos mais importantes antecipadamente, testar o mais cedo possível no caminho crítico de projeto, atingir uniformidade no processo de testes, acordos com stakeholders, informar ao cliente a abordagem, planejamento, esforço estimado, atividades e entregáveis(deliverables) do processo total de testes.
Na teoria, todos os níveis de teste e tipos de Avaliações(Evaluations) são elegíveis para estar no MTP, mas na prática geralmente os níveis de teste para sistema e aceite estão alinhados no MTP.


Atividades e suas Metas


  1. Estabelecer as atribuições - O processo de teste começa com a formulação das atribuições para que as metas, tarefas, responsabilidades e autorizações do teste sejam claras para todos os stakeholders.
  2. Entender as atribuições - Obter visão na organização(do projeto), objetivo e elaboração do processo de desenvolvimento de sistemas, o sistema ou pacote que será testado e as condições de forma que  outros passos do planejamento possam ser controlados mais adequadamente.
  3. Analisar os riscos do produto - Os stakeholders e o Gerente de Testes atingem uma visão comum sobre as partes que possuem mais ou menos risco bem como as características do sistema.
  4. Determinar a estratégia de testes - Baseado na análise de risco do produto, decidir qual característica/parte do objeto deve ser testada com mais profundidade e em qual nível de teste.
  5. Estimar o esforço - Estimar o esforço necessário para o processo total de testes baseado na estratégia para que o cliente aprove e requisite ajustes.
  6. Determinar o planejamento - Criar o planejamento mais confiável possível para todos os níveis de teste que estejam dentro do escopo para que o cliente fazer ajustes. O princípio do planejamento é encontrar os defeitos mais importantes dentro da estratégia estabelecida e esforço estimado.
  7. Definir os produtos de teste - Definir os produtos de teste para serem entregues no nível mestre e através das várias atividades de teste.
  8. Definir a organização - Definir os papéis, tarefas, autorizações e responsabilidades aplicando para o processo total de testes através dos níveis de teste.
  9. Definir a infra-estrutura - Determinar a infra-estrutura necessária para o processo de teste nos estágios iniciais, em particular as partes que devem ser configuradas para múltiplos níveis de teste ou compras que necessitem longos períodos de tempo.
  10. Organizar o gerenciamento - Estabelecer o modo o qual o gerenciamento do processo de teste, infra-estrutura, produtos de teste e defeitos é organizado. Isto pode ser atingido por definir padrões centrais para o gerenciamento certos aspectos centrais de gerenciamento.
  11. Determinar os riscos do projeto de testes e contramedidas - Explicitamente especificar os riscos para o processo total de testes, melhorando o entendimento dos riscos do processo de testes para o cliente estakeholders e habilitá-los a levar em conta o gerenciamento do processo total.
  12. Feedback e consolidação do plano - Por um lado, gravar os resultados de todas as atividades executadas até o momento. Por outro lado, obter aprovação do cliente para a abordagem selecionada.

2.   Fase de Controle do Processo Total de Testes
O objetivo desta atividade é controlar o processo de teste, infra-estrutura e produtos de teste em um nível global para fornecer uma visão contínua para o progresso e a qualidade do processo total de teste e a qualidade do objeto de teste. O Gerente de Testes deve controlar e reportar o processo total de testes.

Meta do Controle do Processo Total de Testes
Prover ao cliente com uma visão adequada e controle sobre as seguintes opções: o progresso do processo de teste, a qualidade e os riscos do objeto de teste e a qualidade do processo de testes.

Atividades e suas Metas


  1. Gerenciamento - Gerenciar o processo de teste, infra-estrutura e produtos de teste para prover uma visão contínua no progresso e qualidade do processo total de testes e a qualidade do progresso de testes
  2. Monitoração - Baseado nos dados internos e informações externas, monitorar o processo de testes
  3. Reporte - Criar relatórios para prover uma visão na qualidade do objeto de teste e progresso, e qualidade nos níveis de teste separados e no processo total de testes. Estes relatórios garantem que o cliente e outrosstakeholders possam gerenciar eficientemente baseado no progresso do processo de teste
  4. Ajuste - Ajustar o processo total de testes(se necessário em consulta com o cliente)

Acordos Genéricos de Teste(Generic Test Agreements)
GTA's são, na verdade, um tipo de SLA(Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço) entre o cliente e o fornecedor.
Para cada projeto ou release, o Gerente de Teste suplementa a GTA com informações como o que será testado, time emilestones, etc.
Ainda, a GTA pode ser usada para projetos iterativos, onde cada iteração o Gerente de Teste cria o MTP ou até mesmo planos de teste separadamente.
Uma vez que a GTA não contém planejamentos, a mesma não representa formalmente um plano. GTA's ainda são conhecidas como GMTA(Generic Master Test Agreement), MTV(Master Test Vision) e GMTP(Generic Master Test Plan ouGenerict Master Test Protocol).
Um exemplo de um documento do tipo GTA pode ser obtido no site ofical do TMap Next.


Referências e Links:
Livros utilizados para a base deste artigo e materiais de apoio
1. TMap Next, for result-driven testing
2. Software Testing: A guide to the TMap Approach
3. End-to-end testing with TMap Next  

Links
- Site TMap Nexthttp://eng.tmap.net/Home/
Fonte:  http://www.testexpert.com.br/?q=node/2013
Autor: Fábio Martinho Campos